Dia Internacional da Pessoa com Deficiência

Celebrou-se no passado dia 3 de Dezembro de 2018 o Dia Internacional das Pessoas com deficiência sob o lema ʺempoderar as pessoas com deficiência assegurando sua inclusão e igualdadeʺ.

As Cerimónias centrais decorreram na Cidade de Maputo e tiveram inicio as 8hrs, com uma marcha que partiu da Avenida Eduardo Mondlane, junto a estátua e foi dirigida pela Dra. Maria Argentina Simão -Directora da Cidade de Maputo do Género, Criança e Acção Social.

A marcha foi acompanhada pela banda Warethwa, orquestra musical e as Marionetas gigantes. Contou com a participação de mais de 800 pessoas sendo em maior número as pessoas com deficiência, representando varias tipologias.

O discurso de abertura das festividades foi proferido por Sua Excelência Cidalia Chaúque – Ministra do Género Criança e Acção Social, no Salão da Comunidade Maometana, na Cidade de Maputo.

O local das festividades acolheu uma exposição de objectos feitos pelas e para as pessoas com deficiência. No local tivemos vários momentos culturais, como musica, dança, declamação de poemas e o almoço de confraternização.

FAMOD participa pela primeira vez no processo de observação eleitoral

O Fórum das Associações Moçambicanas de Deficientes, participou pela primeira vez no processo eleitoral como observador nacional nas eleições autárquicas de 10 de Outubro de 2018.

O processo contou com a participação de 17 delegados das associações membro do Fórum. Foi a primeira vez que uma organização da sociedade civil de pessoas com deficiência participou neste processo.

O processo de observação decorreu na cidade de Maputo, no âmbito da implementação do Projecto PROMOVENDO A PARTICIPAÇÃO POLÍTICA EFECTIVA DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA NA CIDADE DE MAPUTO foi financiado pela embaixada da França, e tinha como principal objectivo, a observação eleitoral no que diz respeito a acessibilidade dos locais de votação, inclusão e participação efectiva das pessoas com deficiência.

Durante o Processo de observação eleitoral os delegados constataram que as mesas das assembleias de voto eram em grande parte inacessíveis; as cabines de voto demasiado apertadas e altas para pessoas com deficiência física que se encontrem em cadeiras de roda; nas assembleias minimamente acessíveis, as rampas eram demasiado acentuadas que não permitiam a independência das pessoas com deficiência física; falta de intérpretes de língua de sinais nas assembleias de voto; falta de preparação dos membros de mesa de voto e escrutinadores na medida em que davam prioridade ás pessoas com deficiência visível. Os órgãos de comunicação nos programas de mobilização e consciencialização não abordam a comunicação de uma forma inclusiva; fraca participação das mulheres com deficiência; e os boletins de voto não incorporam outras formas facultativas de reconhecer os candidatos para os deficientes visuais (os boletins de voto não estão em braille).